6 de Abril - Sveva Casati Modignani




Sinopse:

Um romance intenso e empolgante dedicado especialmente às mulheres: as de ontem, que lutaram por assumir as rédeas do seu próprio destino, e as de hoje; que têm a sorte de poder usufruir da autonomia conquistada. Porque não há liberdade maior do que a que nos permite ser e viver segundo a nossa vontade. A personagem central, Irene Cordero, sofre um ataque em plena luz do dia, na igreja de San Marco, em Milão. À medida que vai recuperando a memória e lembrando-se de momentos passados, Irene percebe que, sua mãe e avó também passaram por uma crise profunda no passado. Em busca de uma resposta, tenta encontrar forças para se renovar com serenidade e confiança.


Minha Opinião:

6 de Abril da escritora italiana Sveva Casati Modignani é um drama que fala sobre liberdade, luta pela igualdade, sacrifício, força e amor.

O livro narra não só a história de nascimento e parte da vida da protagonista Irene mas também as origens e vidas de sua mãe e avó em que cada uma dessas mulheres, do seu jeito, nas circunstâncias e época em que viviam, tiveram que lidar e enfrentar com seus próprios graves problemas, seja sendo a luta pela sobrevivência de forma digna, o preconceito ou a busca pelo autoconhecimento e a autoaceitação.

Pela sinopse esperava algo bem diferente porque o que me chamou a atenção e me intrigou nela foi essa questão da amnésia da Irene. Essa é uma temática que sempre me desperta o interesse quando é abordada em livros de ficção, por isso, logicamente, eu estava bem curiosa. Mas, infelizmente, isso foi tão pouco mostrado no livro, o fato que seria o que deu o pontapé inicial na história e onde ela supostamente deveria ser sedimentada virou algo sem importância e que foi pouco explorado, e essa foi só a minha primeira decepção com ele.
Também achei a história lenta demais (devagar quase parando) e pela autora ter criado tantos personagens e ir contando as histórias de todos eles, além da protagonista ter ficado desfalcada ainda tornou os personagens meio "rasos", sem grande aprofundamento nas personalidades e motivações de cada um.

Mas o que mais me incomodou foram, sem dúvidas, as frequentes, sucessivas e exaustivas mudanças de tempo; uma hora estava lendo sobre um personagem e na linha ou no parágrafo seguinte ele estava se lembrando de algum fato do passado ou simplesmente a autora começava a discorrer sobre um outro e aí começava um flashback contando a vida da pessoa ou uma conversa que ela teve com esse outro e por aí vai, e isso sem nenhum tipo de aviso ou separação entre passado e presente, o que tornou a narrativa completamente confusa e se enquanto eu estivesse lendo não prestasse muita atenção acho que iria ficar perdida, quase cheguei a ficar em alguns trechos, acho esse tipo de ferramenta de escrita uma desvantagem se usado em demasia, como foi o caso, porque faz com que o livro em questão fique mesmo muito confuso ao ponto de virar enfadonho.
Eu gosto de livros com narrativa clara e, especialmente, nesse tópico de espaço/tempo, porque senão fica complicado pra tentar imaginar toda a cena e eu tenho que, pelo menos, se eu quiser dispor desse recurso, conseguir imaginar o que estou lendo, senão não me soa crível e é como se faltasse alguma coisa. Não digo que faço isso sempre mas enquanto estou lendo eu gosto de ter essa opção.

Além disso, com essa mudança toda de hora em hora de tempos, e tantos personagens sendo trabalhados ao mesmo tempo, o livro me pareceu que tinha informação demais, enquanto estava lendo eu sentia meu cérebro tentando processar toda a informação e separar o quê de quem, foi mentalmente cansativo (rs) e mais uma razão para ele se tornar entediante porque eu estava tão preocupada em tentar acompanhar essas mudanças que não aproveitei quase nada da leitura. :(

A única parte que eu gostei foi a sobre a vida da avó da Irene; o drama da personagem, Agostina, que sofreu muito e tinha um ponto de vista a frente do seu tempo, foi o único ponto em que o livro me segurou à sua história. Porém, não durou o livro inteiro (uma pena, porque a história da avó é mil vezes mais interessante que a da neta) com todas essas histórias de vida de tantos personagens tão menos complexos.
Mas terminando que essa resenha já ficou grande demais (rs). Não é um livro que eu leria novamente, por todos as razões que já citei, mas cada um tem seu gosto e a minha opinião é só isso a minha opinião, vi críticas no Goodreads de pessoas que adoraram, gosto é uma coisa muito subjetiva, cada um tem um diferente, e ler, por mais que você acabe não gostando tanto daquele livro, sempre te enriquece de algum jeito. Se você se interessou pelo livro, leia, pode ser que goste e eu adoraria saber sua opinião nos comentários. ;)

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