Um mundo brilhante - T. Greenwood



Sinopse:

Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.


Minha Opinião:

Um Mundo Brilhante de T. Greenwood é um desses livros que mexem com a gente de uma forma profunda e mesmo após o término da leitura não sabemos ao certo o que pensar dele pois são tantos sentimentos contraditórios envolvidos na trama que ficamos um tanto quanto confusos, mas absolutamente tocados.

Ben, o protagonista do livro é um homem que, desde a morte de sua irmã caçula quando os dois eram crianças, pela qual ele se sente eternamente responsável, e que como resultado gerou na separação dos seus pais e desestruturação da sua família, Ben se sente perdido e desconectado com a vida e com as pessoas, é como se ele fizesse tudo no automático, nadasse conforme a maré e vivesse num perene estado de estupor, como se de certa forma, não se sentisse vivo. Essa tragédia na infância o marcou tanto que ele se tornou um adulto emocionalmente desestruturado e uma pessoa muito confusa quando se trata de relacionamentos amorosos; ele não sabe o que realmente quer, até que esteja a ponto ou já tenha perdido, além de ser muito conformista e não fazer nada verdadeiramente certo e honesto com todos os envolvidos (ele, Sara e Shadi) para resolver esse seu dilema amoroso tão complicado; falta coragem e sabedoria nele para tomar as atitudes certas. Houve vários momentos no livro em que tive vontade entrar na história e dizer umas boas verdades para ele pra ver se ele acordava e parava de fazer tanta besteira. Mesmo assim, não consegui sentir raiva do Ben, só uma profunda pena e tristeza por ele ser tão esperto para algumas coisas e tão bocó em outros assuntos, tive a esperança secreta de que ele enxergasse a realidade e tomasse uma atitude correta, sentimento esse que se mostrou em vão. Porém, por incrível que pareça, ainda assim, não senti raiva dele, pois em outros aspectos ele é bastante carismático, tem alguma coisa nele que não me faz ficar com raiva dele, apesar de todas as bobagens (algumas bem grandes e sérias) que ele faz, acho que é porque acredito que ele seja uma boa pessoa, só alguém muito perdido, acho que as coisas erradas que ele faz, são suas tentativas de finalmente ser feliz, (mesmo algumas sendo muito egoístas) e acredito que ele não faz por maldade. Ao contrário da sua noiva Sara...

A personagem que conquistou minha antipatia e para mim foi a "vilã" da história, foi a Sara, não posso descrever aqui algumas das atitudes dela pois seria spoiler, mas posso dizer que a personagem é em minha opinião, completamente egoísta, mimada e manipuladora, uma daquelas pessoas que sempre teve tudo na vida e acha que tudo deve ser do jeito que ela quer, não importa o que ela tenha que fazer, ou quem tenha que pisar para conseguir o que quer. Essa arrogância e falsidade dela (dando uma de boazinha e vítima sem ser) a tornam insuportável para mim, durante quase todo livro, desde que descobri qual era o jogo dela, fiquei com ganas de esganá-la, arghhh que mulherzinha irritante! ¬¬

Os pontos que achei mais interessantes no livro foram as partes em que o Ben tenta descobrir e levar a justiça os responsáveis pela morte do Ricky, o rapaz indígena que ele encontra quase morto na porta da sua casa, a estrutura da narrativa ou podemos chamar também de "fases" creio eu, que se divide em vários "mundos": Mundo vermelho, Mundo Azul, Mundo Amarelo e etc, e também da maneira única que a autora escreve, criando uma narrativa com lindos traços poéticos.

Um Mundo Brilhante é uma obra de beleza singular e que faz o leitor refletir sobre coisas como indiferença, amor, apatia, esperança, tristeza e busca pela felicidade. Certamente um livro que vai ficar marcado na minha memória por um bom tempo.

3 comentários:

  1. Ahhhh, impossível não odiar aquele troço de Sara né? Também acho que ela foi a vilã da história. Ainda mais com aquele final. Percebeu que ela acabou "ganhando" né? E que quando teve a sua vitoriazinha ainda desprezou o que conquistou. O Ben, pra mim, é um coitado! Terminei o livro pensando "Coitado do Ben" e acabou por isso aí. Tadinho desse cara, não queria estar na pele dele... Mas o livro acaba sendo bom no conjunto do todo mesmo. É uma boa obra, mas confesso que esperava mais =/

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  2. Oi, Rafa!

    O livro nem é muito do meu estilo, mas até que estou bem curiosa para lê-lo

    Beijos
    Luciana(✿◠‿◠)
    ♪♥ Apaixonada por Romances♥ ♪
    http://www.apaixonadaporromances.com.br/

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  3. Este é um daqueles livros que a gente pensa: poxa, por que ainda não comprei? Pois é, já está entre minhas prioridades, assim que sobrar uma graninha. Ainda não consegui pensar em nada que tivesse a estrutura ao menos parecida com este livro e por isso mesmo tornou-se especial pra mim, mesmo sem tê-lo lido.

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