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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Questiovista com Loraine Pivatto



Dados pessoais básicos:

Nome: Loraine Marques Pivatto

Idade: 38

Cor preferida: Amarelo

Hobby: escrever

Que dia é e que horas são quando está respondendo estas perguntas?  Terça-feira, dia 16 de novembro ao meio dia.

Possui blog(s) e/ou site(s)? Quais?

Tenho um site: http://www.lorainepivatto.com.br

Outros endereços na internet? 

Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1796965004
Twitter http://twitter.com/lorainepivatto
e Orkut.

Livros escritos: Perseguição Digital e mais um que conclui recentemente e ainda não foi publicado.

Quem escreve geralmente lê bastante então quais são seus escritores favoritos? Quais deles são referência para você e lhe influenciam de alguma maneira?

São muitos. Vou citar alguns. Adoro a narrativa poética da Martha Medeiros, as descrições envolventes e emocionantes de Khaled Hosseini, em “O Caçador de Pipas”, o tormento de uma paixão não correspondida descrito habilmente por Mario Vargas Llosa, em “Travessuras da menina má”, o humor inteligente de Elisabeth Gilbert, em “Comer, Rezar e Amar”, o preciosismo de detalhes nas narrativas de Kim Edwards, em “O guardião de memórias”, a emocionante história de “O Menino do Pijama Listrado”, de John Boyne, a narrativa eletrizante de tirar o fôlego de Harlam Coben em “Confie em mim”, “A promessa” e “Não conte a ninguém”, e os igualmente eletrizantes “Código da Vinci” e “Anjos e Demônios” do mestre Dan Brown.

Livros favoritos: Difícil, mas pode considerar os citados acima.

O que está lendo no momento? “Comer, Rezar e Amar”, de Elisabeth Gilbert e “A menina que roubava livros”, de Markus Zusak.

Recomende outros escritores nacionais:

Recentemente li bons livros de escritores nacionais, embora tenha uma lista grande para ler que ainda não foi possível, devido à correria do dia-a-dia e a produção do meu novo romance. Não quero ser injusta, mas sei que vou deixar muitos talentos de fora, pois realmente ainda não tive o privilégio de lê-los... Bom, fora a Martha Medeiros que já citei anteriormente, gostei muito do Marçal Aquino e, entre os mais novos autores que acabei de conhecer, posso citar Bruna Longobucco com sua narrativa atraente e bem estruturada, a divertida Leila Rego, o talentoso Jocir Prandi e o ritmo agradável e leitura fácil de Márcio Scheibler.

Dicas para quem quer escrever um livro:

Acho que o fundamental é a persistência, dedicação e a vontade de aprender e de se aprimorar a cada dia. Também a humildade para entendermos que nem sempre aquilo que julgamos atraente é tido como vendável aos olhos dos editores. Ao compreender isso e ao se tornar mais flexível, acredito que as chances aumentam.

Você acha que o mercado editorial está mais receptivo com os autores nacionais? Por quê?

Espero que sim, pois acho que ninguém melhor que um escritor nacional para retratar assuntos de interesse dos brasileiros, mas isso eu só poderei responder quando começar a enviar o meu novo romance às editoras. ;-)

Sobre o livro “Perseguição Digital”:

Conte um pouco como surgiu a ideia da estória.

Bom, a ideia original foi mostrar como alguém mal intencionado pode ser capaz de rastrear a vida de outra pessoa, através dos recursos tecnológicos disponíveis. Como trabalho com informática, constantemente vejo ou ouço falar de uma série de programas e uns até utilizo ou já utilizei. Meu objetivo principal foi mostrar aos usuários desavisados como suas privacidades podem ser invadidas ao fornecerem informações na internet, informações essas aparentemente irrelevantes, mas que podem lhes causar muita dor de cabeça. Entretanto, quis fugir da linguagem técnica e explorar esse assunto numa linguagem de romance, contando uma história que poderia acontecer com qualquer um de nós. E ninguém melhor do que uma mulher abandonada e ferida para ir a fundo numa perseguição implacável, não é mesmo? Rsss

Qual foi a reação da sua família quando você disse que ia escrever um livro?

No início estranharam, não levaram a sério, mas depois gostaram da ideia e me incentivaram.

Você pensou em outros nomes para o livro?

Sim, o nome original era “Amor na era Digital”, depois durante o processo de edição foram surgindo outras ideias, até se chegar ao nome definitivo.

Em sua opinião qual é o personagem mais cativante e o mais complexo do livro? E por quê?

Na minha opinião, a mais cativante é a Michelle, por ser uma criança amável, esperta e alegre, apesar da sua história de vida. E a mais complexa e polêmica é a protagonista Joana, pois passa a historia inteira numa verdadeira montanha russa de sentimentos. Ora entusiasmada com a possibilidade de uma nova vida, ora deprimida pelo abandono. Vai diversas vezes ao fundo do poço e reage, consciente de que precisa encontrar novos objetivos e prazeres para sua vida e de que não pode se deixar destruir pelo final de uma relação, mas ao mesmo tempo não consegue virar a página antes de entender o que de fato aconteceu com Fernando.

Sobre música:

Perseguição Digital tem uma trilha sonora? Qual?

O livro cita duas músicas, inclusive com alguns de seus trechos, que Joana escuta nos momentos de profunda fossa:

Vambora – Adriana Calcanhoto
Quem de nós dois – Ana Carolina

Você escreve ouvindo música? Se SIM o que você ouve?

Não, pois me desconcentra.

Você acha que as músicas que você está ouvindo no momento influenciam de alguma maneira na estória?


Influenciar não, mas acabam ajudando a contextualizar a trama.

O que toca no seu MP3/4/5?

Basicamente Pop/Rock e MPB.


Sobre o futuro:

Já existem planos para algum outro livro futuramente?

Sim, estou com outro romance escrito que está em processo de revisão e em breve será encaminhado às editoras. Este eu escrevi com a assessoria do consultor literário internacional James McSill (http://www.mcsill.net/), através de sessões semanais, nas quais ele me ensinava a estruturar o texto dentro dos critérios exigidos pelas editoras.

Outros projetos literários?

Agora estou de férias rsss, mas no ano que vem retomarei as aulas com o James e partirei para o terceiro romance.

Outros projetos futuros na internet ou fora dela?

Não, por enquanto é só isso.

Qual seu grande sonho para o futuro?

Conseguir escrever uma história fascinante, que aborde dilemas atuais da nossa geração e da nossa cultura, fazendo com que o leitor se identifique com a história, proporcionando-lhe boas reflexões e também lhe oferecendo um prazeroso entretenimento. Uau! Digamos que essa é uma aspiração nada modesta rsrs.


Você pode ler minha resenha sobre Perseguição Digital clicando aqui.


Muito obrigada Loraine pela participação! Todo sucesso do mundo pra você! ^^ Super beijos!
E a todos vocês leitores e visitantes muito obrigada mais uma vez pelas visitas.
Bjs

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Perseguição digital - Loraine Pivatto




Sinopse:

Em Perseguição Digital, Joana vive o doloroso processo de reconstrução emocional, após o rompimento inesperado de uma relação afetiva. Muito abalada pela dor da rejeição e sem encontrar nenhuma explicação convincente para a atitude de seu amado, ela resolve virar o jogo, deixando de ser uma espectadora impotente e passando a tomar o controle da situação. Esperta e ardilosa, age como uma verdadeira 007 de saias, utilizando a tecnologia e o conhecimento computacional como valiosos aliados para rastrear os passos de Fernando. E assim, a cada nova descoberta, vai desvendando os mistérios e obtendo as tão esperadas respostas às perguntas que a atormentam.


Minha Opinião:

Esse livro é muito interessante!
Eu que amo livros, livros de romance mais ainda e sou fissurada pelo mundo da computação e internet, desde que ouvi falar neste livro fiquei morrendo de vontade de ler e quando o recebi da Loraine Pivatto (muito obrigada Loraine!) simplesmente amei!
Muito legal as aberturas de capítulos com ditados populares adaptados a termos computacionais, que são super engraçados e combinam com o contexto do seu capítulo. Show! :-)
Li o livro rapidinho.
Bem diferente de tudo que eu tenho lido ultimamente, bem moderno e atual.

Joana vive super feliz e realizada, até que um dia o seu namorado vai embora de casa e a deixa sem explicação nenhuma do motivo do relacionamento deles ter acabado. A partir daí ela entra em um estado de paranóia e depressão fortíssimos que só crescem com passar do tempo e tornam a sua vida muito complicada.
Acho que o pior de tudo para a Joana são os questionamentos que ela se faz, a auto-punição inconsciente (ou talvez consciente) e essa dúvida cruel de não saber o que de fato aconteceu. É como se do nada ela fosse atropelada por um caminhão, algo totalmente inesperado, confuso, traumático e que a deixou completamente desnorteada, sem chão.

A trama tem uma reviravolta incrível que não nos deixa desconfiar dos tais motivos do Fernando, até quase o final da estória, o que prende o leitor de forma perfeita e mostra como realmente as peças do quebra-cabeça se encaixam.
Joana apesar de sofrer bastante no decorrer do livro, é forte e carismática, mesmo com seus altos e baixos emocionais, sabe conquistar quem está lendo fazendo com que nos identifiquemos em algum momento com ela e torçamos para que seja feliz, (de preferência sem ser presa rs).

Perseguição digital tem tudo que eu mais gosto num livro, romance, conflitos de ordem emocional ou não e uma pitadinha de passagens engraçadas. Além dos momentos tecnológicos que como já disse eu amei!
É um livro bem envolvente.
Com certeza recomendo!
Bjs