Revelação - Laura Van Wormer (Trecho)




"... Quando chego na cabana, percebo que o sr. Quimby não aparou a grama. Também noto que há mais de um mês não molho nem podo nada, e que o jardim parece um lixo. Bem, são coisas como essas que posso fazer entre um vídeo e outro. Carrego as malas, as compras e os vídeos até a porta da frente e a destranco. Nada de Scotty. Mamãe deve ter se atrasado. Arrasto as malas para dentro e fico paralisada. A sala de estar e o escritório foram revirados. Lentamente, pouso as compras no chão, e caminho até o telefone para ligar para a polícia.
- Não se mova - escuto uma voz profunda masculina, vinda de trás de mim.
Sinto algo afiado cutucar minhas costas e presumo que seja uma faca.
- Não estou me mexendo - digo.
- Quero o livro - ele diz. - O livro de couro marrom. Onde está?
- Ah, um amigo de Verity. - Faço menção de me virar. Ele agarra meu pescoço e, com violência, me coloca de volta na posição original, de costas para ele. O sujeito deve ser enorme. Sua mãos chegam quase a se fechar ao redor do meu pescoço.
- Onde está?
- Não está mais comigo. Entreguei de volta para a dona em Nova York.
- Vou matar o seu cachorro.
- Meu cachorro? - repito, me virando.
O sujeito é enorme e está usando uma meia de nylon na cabeça. Ele me força a virar novamente.
- Onde está? Juro que vou matar seu cachorro.
- Não está comigo! - grito, perdendo o controle. - Droga, onde está meu cachorro?
Desvencilho-me e consigo empurrá-lo para trás. Pego o dicionário e o arremesso no rosto dele, correndo para a cozinha, onde fecho e tranco a porta de vaivém. Ele derruba a porta com facilidade, mas eu agarrei um cutelo de açougueiro em uma das mãos e uma faca afiada na outra, e isso faz com que ele hesite. É aí que vejo Scotty caído, imóvel no jardim, e corro lá para fora.
- Scotty! - grito, correndo na direção dele. O cachorro não se move. Ajoelho-me ao lado dele e encosto o rosto em seu corpo, junto às costelas. Scotty está respirando, mas há algo de muito errado com ele. Uma mão agarra o meu cabelo, e puxa minha cabeça para trás com violência, fazendo com que eu solte um grito de dor.
- Me entregue o livro e eu vou embora.
- Eu o devolvi à pessoa que o escreveu!
Tento empurrar a mão dele, e meu atacante desfere uma pancada em minha cabeça. De repente meu rosto está no chão, ao lado do de Scotty.
Escuto um barulho surdo, e de repente a pressão na parte de trás da minha cabeça desaparece. O corpo do homem desaba no chão ao meu lado. Vejo um outro homem, um desconhecido, de pé sobre nós, virando o ladrão e arrancando a meia de nylon de sua cabeça. Ele amarra as mãos do ladrão nas costas com a meia. Depois, se ajoelha ao meu lado e me ajuda a sentar. Isto não está acontecendo. Estou em choque, e o mundo gira. Fecho os olhos e ele me deita no chão de novo.
- Vou ligar para a emergência - o homem avisa, correndo para dentro da casa.
Abro os olhos e vejo Scotty. Arrasto-me para perto dele, tentando tocá-lo. Ele mal respira.
O homem volta correndo.
- Ele fez algo com meu cachorro - choramingo.
- Provavelmente o drogou. Temos de fazer com que ele se mexa.
Ele pega Scotty no colo - o que não é fácil, já que ele pesa mais de trinta e cinco quilos -, e observo o desconhecido carregar Scotty até a bica do lado de fora, na qual uma mangueira está conectada. Ele abre a torneira e tenta reviver Scotty, molhando-o com a água da mangueira.
- Não deixe que a água entre no nariz dele! - grito, em meio aos soluços.
- Pode deixar - o homem promete, e volta a molhar Scotty com a água fria que vem do poço. - Os olhos dele estão se abrindo - ele grita.
Depois de muito cutucar, molhar e empurrar Scotty, ele já quase consegue ficar de pé, desde que o homem o amparre. Com os braços debaixo do peito do cachorro, o homem o a ajuda a andar. Scotty perde as forças, mas o desconhecido não desiste, forçado o cachorro a acompanhá-lo.
O ladrão começa a fazer alguns ruídos, mas não quero falar nada para o desconhecido, para que ele não pare de ajudar Scotty. Forço-me a sentar. Quando o faço, percebo a terrível ferida na nuca do assaltante e o sangue que escorre dela. Este sujeito não vai a lugar algum.
Escuto as sirenes ao longe, e o desconhecido grita.
- Ele está ouvindo! As orelhas se mexeram.
Ele continua a andar e a arrastar Scotty, e logo vejo um carro da polícia, e depois outro, e uma ambulância mais atrás. Logo estamos cercados por gente uniformizada. Um dos paramédicos corre para o ladrão e outro para mim. Instantes depois, um carro atravessa o gramado, e para a poucos metros de onde estou. Buddy e outro homem a paisana saem do carro.
- Não se mexa - manda o paramédico. - Você tem uma ferida na cabeça.
- Eu estou bem - insisto. - Por favor, ajude meu cachorro. O ladrão o envenenou ou coisa parecida. - Tento me sentar e empurrar o paramédico. - Por favor.
O paramédico olha para o policial que se ajoelha ao meu lado, tocando de leve nas minhas costas.
- Você tem de ficar quieta - ele diz.
Buddy se agacha do outro lado, querendo saber o que aconteceu. Tropeço nas palavras, tentando explicar que tudo isso diz respeito a algo que está em Nova York. Não tem nada a ver com o que está acontecendo em Castleford.
- Ele estava tentando recuperar algumas provas que eu tinha para a história que estava escrevendo.
- Ah, ótimo - Buddy resmunga, olhando sem encostar em mim, o lado da minha cabeça. - Gente fina esse pessoal com quem você anda em Nova York.
- Aquele homem com Scotty - digo. - Foi ele quem me salvou, Buddy.
Ao meu lado, eles já colocaram o ladrão numa maca. Colocaram ataduras em sua cabeça e uma sonda intravenosa no braço. Um outro policial está perto dele, quase gritando:
- O que você deu para o cachorro?
Uma policial feminina segura Scotty enquanto um paramédico o examina.
- Não sei quem é aquele homem - digo para Buddy - nem de onde veio. Também não sei de onde o ladrão veio. Não havia carros por perto, mas ele estava dentro da minha casa quando cheguei.
Um outro policial vem avisar Buddy de que encontraram uma motocicleta sem placas no campo, do outro lado da mata.
- Verifiquem Bafter's Lane - diz Buddy. - Vejam se conseguem encontrar o carro deste bandido por lá.
- O que foi? - grita o policial debruçado sobre o ladrão, curvando-se para escutar melhor. O policial se endireita. - Valium! - grita para o paramédico. - Ele disse que deu Valium para o cahorro.
O paramédico já está com um tubo enfiado na garganta de Scotty para fazer uma lavagem estomacal. Não posso nem olhar. O homem que me salvou se aproxima. Deve ter uns trinta anos de idade, talvez trinta e muitos, tem cabelos escuros, olhos escuros, e é bem feito de corpo. Ele se agacha ao lado de Buddy e sorri para mim.
- Seu cachorro vai ficar bom.
- Obrigada - sussurro.
Buddy fita o homem.
_ Onde diabos você esteve?
- Bem - diz o desconhecido -, estou aqui agora. E é isso que importa, não é?
Não faço a mínima idéia do que está acontecendo. Tenho dificuldade em raciocinar.
Buddy também fica de pé.
- Sally - ele diz, olhando para mim, antes de voltar o olhar para o homem -, Conheça Johnny Boy Meyers.
Johnny sorri para mim.
- Já faz muito tempo, Sally, mas é bom vê-la. Você se parece muito com a sua mãe.
Escuto um zumbido na minha cabeça e as luzes começam a ficar amareladas. No instante seguinte, tudo escurece."


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Ladies Just Wanna Have Fun






Já imaginou um blog onde você pode rir um pouco, saber sobre curiosidades, notícias meio estranhas, coisas que circulam pela net e ao mesmo tempo adquirir um pouquinho de cultura útil e também inútil sobre diversos assuntos?

Agora imagine tudo isso misturado com os gostos pessoais sobre vários assuntos, sonhos, idéias, aspirações e desejos de três Ladies de idades diferentes, lugares diferentes e realidades diferentes, mas que são unidas por uma amizade, por almas românticas e pelo amor incondicional à leitura.

Pois esse blog existe é o: Ladies Just Wanna Have Fun
Um blog coletivo do qual com orgulho sou integrante junto com a Silvinha e a Mara (Lady D'Arques)!!!

Um projeto muito amado que deu certo, para minha grande alegria!
Como os blogueiros sabem, ter um blog é uma coisa que requer dedicação e realmente se tem que gostar muito desse universo, senão você acaba desistindo. E os blogs coletivos são mais difíceis de se possuir, por incrível que pareça, pq as pessoas acham que quanto mais gente administra um blog o trabalho fica menor, até certo ponto concordo, mas tem o lado que pode vir a ser meio complicado, que é a afinidade entre os integrantes, tem que existir uma sintonia de pensamentos, pq senão o barco acaba naufragando antes mesmo de sair do porto.
Para minha sorte e grande felicidade nós três nos demos e damos super bem!!
O que fez e faz com quem esse lugarzinho nosso retrate muita harmonia, alegria, prazer de blogar e estímulo para continuar por muito tempo ainda!

Se você gostou um pouquinho da minha descrição e ficou curioso(a), por favor dê uma passadinha lá que eu acho que pode vir a gostar e voltar mais vezes. Tenha certeza de que esse espaço é feito com muito amor e dedicação!

Para acessar você pode clicar no selinho do Ladies no início deste post, ir na minha lista de blogs ao lado direito ou clicar neste link: http://ladiesjustwannahavefun.blogspot.com

Aguardamos ansiosamente sua visita!
Bjs!

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Jacob + Hot



Quem freqüenta meu blog, já deve ter reparado que AMO música, tanto quanto ler e juntar as duas atividades para mim em algumas ocasiões tem sido uma experiência ótima, além de duplamente enriquecedora!!
Então nada mais natural, que criar um marcador com esse assunto: Trilhas sonoras para os livrinhos, uma idéia que já coloquei em prática faz um tempo na comu da Flavita lá no Orkut, a Sebo da Hadassa, quando criei um tópico lá com este nome.
Então, vamos a dica de hoje, que já experimentei e quem sabe, vocês façam e acham que combina ou não.

Ler: Jacob - Jacquelyn Frank
Simultaneamente Ouvir: Hot - Avril Lavigne

Certo, pode ser a primeira vista uma combinação meio digamos, inusitada, mas acho que a letra da música tem tudo a ver com o livro, abaixo vai um pedaçinho da tradução pra vcs terem uma idéia:

Hot - Avril Lavigne - Tradução (Trecho):

(...)
Eu posso fazer você se sentir totalmente melhor,
Apenas aceite
E eu Posso te mostrar todos os lugares
Onde você nunca esteve
E eu posso te fazer dizer tudo
Que nunca disse
Vou te deixar fazer qualquer coisa
De novo e de novo

Agora você está na minha
E não pode sair

(Refrão)
Você me deixa tão quente
Me faz querer deixar levar
Você é tão ridículo
Eu mal consigo parar
Dificilmente consigo respirar
Você me faz querer gritar
Você é tão fabuloso
Você é tão bom pra mim, baby, baby
Você é tão bom pra mim, baby, baby
(...)


Quem leu o livro, acho que pode concordar e para quem não leu e quer ter uma idéia melhor, em breve postarei um trecho no marcador de trechos de livros, ok?
Mas mesmo assim para as pessoas que se encaixam nos dois casos, recomendo que façam a experiência, quem sabe vocês não gostam da mistura e fazem isso com outros livros e músicas, não é mesmo?
Bjs!
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Trecho de Cinco Minutos - José de Alencar




"(...) Esperar tranqüilamente um dia para dizer-lhe que eu a amava e queria amá-la com todo o culto e admiração que me inspirava a sua nobre abnegação, me parecia quase uma infâmia.
Seria dizer-lhe que tinha refletido friamente, que tinha pesado todos os prós e os contras do passo que ia dar, que havia calculado como um egoísta a felicidade que ela me oferecia.
Não só a minha alma se revoltava contra esta idéia; mas parecia-me que ela, com a sua extrema delicadeza de sentimento, embora não se queixasse, sentiria ver-se o objeto de um cálculo e o alvo de um projeto de futuro.
A minha viagem foi uma corrida louca, desvairada, delirante. Novo Mazzeppa, passava por entre a cerração da manhã, que cobria os píncaros da serrania, como uma sombra que fugia rápida e veloz.
Dir-se-ia que alguma rocha colocada em um dos cabeços da montanha tinha-se desprendido de seu alvéolo secular e, precipitando-se com todo o peso, rolava surdamente pelas encostas.
O galopar do meu cavalo formava um único som, que ia reboando pelas grutas e cavernas e confundia-se com o rumor das torrentes.
As árvores, cercadas de névoa, fugiam diante de mim como fantasmas; o chão desaparecia sob os pés do animal; às vezes parecia-me que a terra ia faltar-me e que o cavalo e cavaleiro rolavam por algum desses abismos imensos e profundos, que devem ter servido de túmulos tirânicos.
Mas, de repente, entre uma aberta de nevoeiro, eu via a linha azulada do mar e fechava os olhos e atirava-me sobre o meu cavalo, gritando-lhe ao ouvido a palavra de Byron: - Away!* (*Adiante!)
Ele parecia entender-me e precipitava essa corrida desesperada; não galopava, voava; seus pés, como impelidos por quatro molas de aço, nem tocavam a terra.
Assim, minha prima, devorando o espaço e a distância, foi ele, o nobre animal, abater-se a alguns passos apenas da praia; a coragem e as forças só o tinham abandonado com a vida e no termo da viagem.
Em pé, ainda sobre o cadáver desse companheiro leal, via a coisa de uma milha o vapor que singrava ligeiramente para a cidade.
Aí fiquei, perto de uma hora, seguindo com os olhos essa barca que a conduzia; e quando o casco desapareceu, olhei os frocos de fumaça do vapor, que se enovelaram no ar e que o vento desfazia a pouco e pouco.
Por fim, quando tudo desapareceu e que nada me falava dela, olhei ainda o mar por onde havia passado e o horizonte que a ocultava aos meus olhos (...)"

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Escócia



A Escócia (em gaélico escocês Alba; em scots e em inglês Scotland) é uma nação no noroeste da Europa e uma das nações que integram o Reino Unido. Ocupa o terço setentrional da ilha da Grã- Bretanha, limita com a Inglaterra ao sul e é banhada pelo Mar do Norte a leste, pelo Oceano Atlântico a norte e oeste e pelo Canal do Norte e pelo Mar da Irlanda a sudoeste. Ademais de parte da Grã-Bretanha, o território escocês inclui mais de 790 ilhas. O mar territorial adjacente no Atlântico Norte e no Mar do Norte contém as maiores reservas de petróleo da União Européia. A capital Edimburgo é um dos maiores centros financeiros europeus.

O Reino da Escócia foi um Estado independente até 1 de maio de 1707, quando os Atos de União formalizaram uma união política com o Reino da Inglaterra, de modo a criar o Reino Unido da Grã-Bretanha. A Escócia continua a ter Estado e jurisdição separados para fins de direito internacional. O direito e o sistema de ensino escoceses, bem como a Igreja da Escócia, têm permitido a continuação da cultura e da identidade nacional escocesas desde a união. O Parlamento escocês, atualmente, é autônomo em relação à coroa britânica.


História:

A história escrita da Escócia começa, em linhas gerais, com a ocupação do sul e do centro da Grã-Bretanha pelo Império Romano, território transformado na província romana da Britânia e que equivale atualmente à Inglaterra e ao País de Gales. O norte da ilha, conhecido como Caledônia e habitado pelos pictos, não foi conquistado pelos romanos. Segundo a tradição, o Reino da Escócia foi fundado em 843, quando Kenneth I se tornou rei dos pictos e dos escotos.

Para continuar lendo sobre a história da Escócia, clique aqui.


Política:

A Política da Escócia faz parte da ampla política do Reino Unido, sendo a Escócia um dos países constituintes do Reino Unido.

Constitucionalmente, o Reino Unido é *de jure um Estado unitário com um parlamento e governo soberano. No entanto, ao abrigo de um regime de devolução (ou home state) aprovou em finais da década de 1990 , que em três dos quatro países constituintes dentro do Reino Unido - Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte- votaram a favor de um auto-governo limitado, sujeito à autoriedade do Parlamento britânico em Westminster, nominalmente na vontade, no sentido de alterar, modificar, ampliar ou suprimir os sistemas nacionais governamentais. Como tal, o parlamento escocês não é, *de jure , soberano.

O chefe de Estado na Escócia, é a monarca britânica, atualmente Isabel II (desde 1952).

Para continuar lendo sobre a política da Escócia, clique aqui.


Geografia:

A Escócia ocupa o terço setentrional da ilha da Grã-Bretanha. Com uma área de aproximadamente 78.772 km², sua única fronteira terrestre é com a Inglaterra, ao sul. A Escócia encontra-se entre o Oceano Atlântico, a oeste, e o Mar do Norte, a leste.

O país inclui o território na Grã-Bretanha e diversos arquipélagos, como as Shetland, as Órcades e as Hébridas. O território britânico da Escócia pode ser dividido em três áreas, a saber, as Highlands ao norte, o Cinturão Central (Central Belt) e as Terras Altas Meridionais (Southern Uplands) ao sul. As Highlands são montanhosas e apresentam as maiores elevações das Ilhas Britânicas (Ben Nevis, 1.344 m, o ponto culminante). O Cinturão Central é plano, concentra a maior parte da população e inclui grandes cidades como Glasgow e Edimburgo.


Subdivisões:

As subdivisões da Escócia, definidas pelo governo como Council Areas (Áreas de Concelho), formam as áreas de governo local da Escócia, e são todas autoridades unitárias, segundo uso do governo e definição da lei. Elas não coincidem com os condados tradicionais da Escócia.

Para continuar lendo sobre as subdivisões da Escócia, clique aqui.


Economia:

A economia escocesa é baseada na alta produção têxtil e agrícola, sendo também tradicional a produção de uísque.

Edimburgo e Glasgow são as cidades mais industrializadas da Escócia. A evolução da economia escocesa é fundamentalmente dependente da evolução da economia de todo o Reino Unido.


Demografia:

A Escócia abrange uma área de 78.782 km², dando-lhe uma densidade populacional de 64 habitantes por quilómetro quadrado. Cerca de 70% da população do país vive na Central Lowlands - um vasto e fértil vale num estiramento na orientação nordeste-sudoeste entre as cidades de Edimburgo e Glasgow, incluindo grandes povoações como Paisley, Stirling, Falkirk, Perth e Dundee.

Para continuar lendo sobre a demografia da Escócia, clique aqui.


Cultura:

Na Escócia falam-se três línguas: o inglês da Escócia, o Scots (que por vezes não é considerado como um idioma separado) e o gaélico escocês. A cidade de Edimburgo recebe, no Verão, aquele que é considerado o mais importante festival de teatro do Reino Unido.

O kilt surgiu no século XVI, no norte da Escócia. Cada clã ou família tinha um tipo de quadriculado no kilt, que identificava os seus integrantes. O Monstro do Lago Ness - Há séculos os habitantes da região dizem que um monstro pré-histórico vive no fundo desse lago. Muitas expedições foram feitas no local e até hoje nada foi encontrado. O uísque é a bebida escocesa por excelência.


Lema: In My Defens God Me Defend
Em Português: Em minha defesa, Deus defende-me
Hino Nacional: "God Save The Queen"
Em Português: Deus Salve À Rainha
Capital: Edimburgo
Cidade mais populosa: Glasgow
Língua Oficial: Gaélico Escocês, Inglês
Primeiro Ministro: Alex Salmond
Formação: na Idade Média
Moeda: Libra Esterlina
Website Governamental: http://www.scotland.gov.uk/

*
De jure - (Latim) - Pela lei. Na teoria. De acordo com a lei. De direito.

Fonte: Wikipédia
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Crepúsculo - O Filme




Estava aguardando essa estréia ansiosamente desde que li o e-book do livro e soube que ia sair o filme, sem brincadeiras foram meses de expectativa (Rsrs), infelizmente não tenho hábito de ir ao cinema, não pq não goste, pelo contrário, mas sim pelo fato do preço dos ingressos serem digamos, (sendo boazinha) um pouco salgados. Também pela comodidade que o DVD proporciona de ser assistido em casa, no conforto do lar etc.
Com Crepúsculo fui picada pelo bichinho da curiosidade e aí já viu! Tinha que ver, não dava pra esperar o lançamento em DVD!
Fui e não me arrependi, filme ótimo!
Claro que como leitora compulsiva, a gente acaba ficando um pouco crítica e analítica depois que lê o livro e comparações são inevitáveis, sempre pensando sobre as cenas do livro que faltaram ser incluídas, sobre a semelhança dos personagens, ou sobre cenas que na verdade não existiam no livro e foram postas no filme etc.
Mas acho todo filme que é inspirado em obra literária, acaba passando por esse processo avaliativo por parte dos leitores, acredito que seja um fenômeno natural, o problema é que nós esquecemos que o filme é uma adaptação e não uma cópia fiel do livro, então acabamos censurando ou simplesmente ficando frustrados com o resultado final, porque na cabeça de cada um leitor que depois vira espectador, os personagens têm um biotipo, um lado psicológico e a própria estória em si, funciona em um ritmo diferente, com detalhes sendo acrescentados, ressaltados ou deixados em segundo plano, dependendo de cada um, mesmo que a obra seja o mais detalhista possível, ainda sim isso acontece, o que acredito é totalmente normal e aceitável, porque cada cabeça é um mundo de influências, gostos e formas de enxergar as coisas de um jeito próprio e único, o que é totalmente incrível e maravilhoso e onde realmente estão a graça das coisas!


Opinião sobre o filme:

Apesar de ser tudo meio rápido (de novo usando como base o livro), ouso dizer que para mim é um dos filmes que mais se aproxima da obra escrita, em riquezas de falas, roteiro, atmosfera e detalhes, alguns dizem que ficou com uma abordagem meio teen, pode até ser, mas desde quando essa característica é defeito pra um filme? Os personagens são em sua maioria adolescentes e o romance base da estória é o primeiro amor entre uma adolescente e um vampiro que poderia ser considerado um
adolescente, pois conserva a mesma idade de quando foi mordido, 17 anos, então acho que o clima levemente teen é condizente com tudo.
Os efeitos especiais são ótimos e a estória de amor é tratada com muita fidelidade e de uma maneira muito linda.
A escolha de alguns atores e seu visual foi perfeita, destaque especial para o Doutor Carlisle Cullen (Peter Facinelli), pai adotivo de Edward e sua esposa Esme (Elizabeth Reaser), com uma interpretação perfeita, achei que caíram como uma luva para os papéis!
Com clima moderno, ação, super efeitos, uma atmosfera de suspense, uma trilha sonora que se encaixa perfeitamente e sem perder o principal que é o clima romântico, (sem falar no lindo do Robert Pattinson, que interpreta o Edward! ai,ai...), esse filme é um excelente programa para várias idades!
Uma linda estória de amor!
Ótimo!
Recomendadíssimo!!!!
Bjs!

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Evocação do Recife - Manuel Bandeira



Recife

Não a Veneza americana

Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais

Não o Recife dos Mascates

Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois

— Recife das revoluções libertárias

Mas o Recife sem história nem literatura

Recife sem mais nada

Recife da minha infância

A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado

e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas

Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê

na ponta do nariz

Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras

mexericos namoros risadas

A gente brincava no meio da rua

Os meninos gritavam:

Coelho sai!

Não sai!





A distância as vozes macias das meninas politonavam:

Roseira dá-me uma rosa

Craveiro dá-me um botão





(Dessas rosas muita rosa

Terá morrido em botão...)

De repente

nos longos da noite

um sino

Uma pessoa grande dizia:

Fogo em Santo Antônio!

Outra contrariava: São José!

Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.

Os homens punham o chapéu saíam fumando

E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.





Rua da União...

Como eram lindos os montes das ruas da minha infância

Rua do Sol

(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)

Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...

...onde se ia fumar escondido

Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...

...onde se ia pescar escondido

Capiberibe

— Capiberibe

Lá longe o sertãozinho de Caxangá

Banheiros de palha

Um dia eu vi uma moça nuinha no banho

Fiquei parado o coração batendo

Ela se riu

Foi o meu primeiro alumbramento

Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu

E nos pegões da ponte do trem de ferro

os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras





Novenas

Cavalhadas

E eu me deitei no colo da menina e ela começou

a passar a mão nos meus cabelos

Capiberibe

— Capiberibe

Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas

Com o xale vistoso de pano da Costa

E o vendedor de roletes de cana

O de amendoim

que se chamava midubim e não era torrado era cozido

Me lembro de todos os pregões:

Ovos frescos e baratos

Dez ovos por uma pataca

Foi há muito tempo...

A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros

Vinha da boca do povo na língua errada do povo

Língua certa do povo

Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil

Ao passo que nós

O que fazemos

É macaquear

A sintaxe lusíada

A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem

Terras que não sabia onde ficavam

Recife...

Rua da União...

A casa de meu avô...

Nunca pensei que ela acabasse!

Tudo lá parecia impregnado de eternidade

Recife...

Meu avô morto.

Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro

como a casa de meu avô.


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Ano novo, layout novo


O ano começou e envolvida com sempre fico nesse espírito de mudança e renovação, dei uma roupinha nova pro "Canto", agora ele está na versão 2009 (rsrs), com umas pequenas novidades, mas no resto continua igual.
Agora do lado direito onde coloco minhas coisinhas, além de algumas de sempre tem duas novas sessões, (se é que podemos chamar assim) onde eu colocarei sempre o que estou lendo no momento e outra onde ficará o CD que estou ouvindo.
Ganhei da Flavita um meme lá do My Storm o blog dela, que ela recebeu e está repassando, Muito Obrigada pela lembrança amiga!

O meme funciona assim:

1- Pegue o livro mais próximo, com mais de 69 páginas.
2- Abra o livro na página 69.
3- Na referida página procure a 26ª linha e copie a 1ª frase completa.
4- Transcreva na íntegra para o seu blog a frase encontrada.
5- Passe o desafio a cinco blogs.

Livro que eu escolhi: Revelação
Autora: Laura Van Wormer

Frase:
"Ele examina todos os documentos em silêncio, embaralhando-os como se estivesse num jogo de cartas, e depois olha para mim."

Repasso para os seguintes amigos e seus blogs:
Bom, no começo não entendi muito bem a brincadeira, mas depois que fui devidamente esclarecida pela Flavita, achei bem legal e diferente, vamos ver no que é que dá! :)
Bjs!
E inté!
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